Você gosta da natureza?

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Dez 12, 2018 Eventos

Você gosta da natureza?

Nada mais relevante para um surfista do que a natureza. Graças a sua poderosa força, ela possibilita a prática de um esporte de contato direto com o oceano: uma conexão do surfista com o planeta terra.

 No mundo, nós costumamos seguir tendências. É um comportamento natural do ser humano, e no surf, quem dita as tendências são principalmente os surfistas de competição. Esse é o único motivo pelo qual ainda não temos difundido a cultura de utilizar, comprar e patrocinar equipamentos de origem sustentável. De fato, 1% de performance a mais para um competidor Top 10 no mundo fará a diferença. Mas, será que realmente fará para você? 

Qual a diferença de performance de uma prancha de bloco convencional (PU ou EPS) e uma prancha de madeira feita a partir de um método de construção naval sustentável, totalmente otimizado e inovador? 

 As pranchas de madeira David Weber Surfboards são construídas em um processo extremamente estudado e aperfeiçoado, tendo sido otimizado a cada ano que se passa. Muitas pranchas chegam ao mesmo peso de pranchas convencionais de bloco, colocando em “cheque” a relação do surfista com o meio ambiente. 

 Cerca de 80% dos equipamentos de surf vêm da indústria petroquímica, produzindo resíduos tóxicos, nocivos e de difícil reciclagem, deixando rastros de poluição do começo ao fim do seu processo. Além disso, não é biodegradável, o que impossibilita sua degradação natural no meio ambiente. Então, o que fazer com os restos da sua prancha quando ela quebrar? Colocar no lixo e esperar, que por um passe de mágica, o seu bloco se decomponha e desapareça no aterro sanitário?! (Isso se ele chegar até lá). 

 Diferentemente das pranchas de madeira, as pranchas convencionais são produzidas a partir de derivados do petróleo. São formadas basicamente por 3 componentes: 

Núcleo de Espuma (poliuretano ou poliestireno) Resina (epóxi ou poliéster) e Fibra de Vidro. Assim, temos dessa combinação de elementos, basicamente 2 tipos de prancha que se destacam:

Núcleo de EPS (Poliestireno Expandido [isopor]) com resina Epóxi 15%       

Núcleo de PU (Poliuretano) com resina Poliéster  85%

Tanto o PU como o EPS são derivados do benzeno, uma fração do petróleo. Para se chegar até a substancia que dará origem ao núcleo das pranchas convencionais, diversos processos químicos são realizados. Um relatório da EPA de 1986 sobre resíduos sólidos nomeou o processo de fabricação do EPS como o 5º maior gerador de resíduos perigosos. O PU passa por um processo químico ainda mais intenso que o do EPS. São feitas séries de reações químicas com acido nítrico, acido sulfúricos, clorobenzeno, entre outros compostos.

 O Poliuretano, por exemplo, além de difícil reciclagem, possui isocianatos em sua composição. Substâncias desse tipo são muito voláteis quando estão em temperatura ambiente e, por causa disso, oferecem risco a saúde de pessoas a elas expostas. Em geral, o shaper fica exposto diariamente a inúmeros blocos de PU, o que compromete a sua saúde a longo prazo. Ainda falando do processo de fabricação e constituição dos elementos, a resina poliéster apresenta Compostos Orgânicos Voláteis (COV), cancerígenos, que são liberados desde a preparação da mistura da resina, até (em menor parte) com o próprio uso da prancha, pois acontece um processo natural de decomposição a temperatura ambiente. Neste caso, o consumidor também acaba sendo afetado pelos COV’s, pois fica em contato direto com a prancha durante a prática do esporte. 

 Outro fator que esquecemos de considerar é o quanto de material é descartado até se chegar ao produto que vai as mãos do surfista que usa pranchas convencionais. Entre 50 e 70% da matéria prima é desperdiçada até chegar aos pés do surfista. Ou seja, uma prancha de 3kg teve 7kg de material desperdiçado que dificilmente será reciclado ou reutilizado: segundo artigo de Tobias Schultz, Berkeley University.

Um dado da Life-Cycle Analysis (LCA) estimou que a quantidade liberada de CO2 na produção de pranchas de surfe nos EUA (6’0 de 2,5kg), chega a 270kg em emissão de CO2 durante todo o seu processo, desde a manufatura até chegar as mãos do consumidor final.

E o problema não para por aí. Pranchas convencionais tem um tempo de vida muito reduzido. As pranchas acabam quebrando e vão para lixões ou aterros sanitários, onde lá ficarão à deriva da natureza e da intempérie, sem um tempo de decomposição estimado. Assim como o EPS, o PU é um material não bio-degradável e inerte, o que impossibilita a sua decomposição, sendo necessária alguma alternativa para re-utilizar o material ao invés de transformá-lo quimicamente.

 

As pranchas de madeira David Weber Surfboards são feitas utilizando primordialmente madeira Paulownia de reflorestamento, a madeira com a menor densidade possível que permite a construção de pranchas de madeira oca. Sendo um material proveniente da natureza, biodegradável, nobre, e que ainda permite manter a performance, soluciona futuros problemas para a saúde do shaper, do surfista, e principalmente, do Planeta Terra. Pense no futuro que você vai deixar para as próximas gerações e faça a decisão correta. Conheça a experiencia de construir você mesmo a sua própria prancha em um dos Workshops ministrados pelo shaper e engenheiro David Weber, e maximize a experiencia de surfar com uma prancha de madeira.

 

 

Biografia:

https://www.ecycle.com.br/component/content/article/35-atitude/890-poliuretano-tem-efeitos-nocivos-a-natureza-mas-alternativas-para-reciclagem-crescem.html

http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.605.1046&rep=rep1&type=pdf        

http://www.designlife-cycle.com/surfboards/

http://www.eps.co.uk/pdfs/eps_and_the_environment.pdf

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